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quarta-feira, 4 de março de 2009

Bate-papo de mídia independente


Quarta-feira que vem, dia 11, o Espaço Gafanhoto vai bombar de gente interessante que gosta de desafios e tem prazer em trabalhar com mídia independente. Um bate-papo com Gaía Passareli (RRAURL), Alexandra Farah (FilmeFashion), Bia Granja (PIX), Cris Dias (Enxame.TV - mediação) e Forlani (Omelete) sobre a dor e a beleza de fazer mídia independente e como criar conteúdo multimídia bacana.

Quem quiser participar ainda dá tempo, corre, se inscreve, é de gratissss! rs
Aliás, bom contéudo assim, não tem qq hora, não é? Segue o link para a inscrição:

http://www.filmefashion.com.br/site08/?p=4716

sábado, 29 de novembro de 2008

Avatar na vida real


Somos Avatares do mundo real!


Oportunidades, embasamentos e críticas. Essas palavras estiveram presentes na minha cabeça já há vários dias. Fazendo a ligação de algumas coisas que passo no dia-a-dia do trabalho, nas aulas da pós-graduação e também no curso de crítica da moda, me fizeram enxergar que a vida é muito além de coisas pequenas que damos tanto valor.

Fazendo correlação com a moda, internet e sociologia acho que consegui chegar ao inicio de uma discussão, porém não ao resultado de nenhuma pesquisa, mas sim hipóteses a serem pensadas por nós, mulheres, homens, seres humanos que apreciam o sabor da vida.

Durante a apresentação de um seminário na minha sala, uma das alunas abordou o tema avatar, um personagem muito usado dentro do universo das redes. Comecei a pensar e buscar na memória quantas vezes já o havia visto nas diversas páginas da internet. Eis que surge a indagação, por que usamos os avatares no mundo virtual, se na verdade, todos de nós temos um pouco dele dentro de nossas mentes?

É incrível como isso é perceptível, quando compramos aquela roupa da “modinha”, ou quando queremos usar aquela roupa maravilhosa que uma atriz apareceu portando-a numa entrega de um Oscar. Não precisamos ir tão longe, nas próprias novelas produzidas pela Globo, Record, todas as vestimentas que foram produzidas para as atrizes, no dia seguinte estão a venda no Bom Retiro e vendendo igual água.

Por que isso acontece? Por que gostamos de incorporar seres que não somos? Não nos aceitamos, temos vergonha de nossos corpos, ou será nossa mente que deve ser lipo-aspirada para receber novas informações realmente relevantes? Enfim, são tantas perguntas que algumas delas, a sociologia, a história e a ciência nos explicaria, mas creio que, cada um de nós temos que começar a peneirar a relevância das coisas, só assim conseguiremos nos melhorar como pessoas.

Não condeno a moda, porque adoro este universo, e não é a toa que estou dentro dele, mas devemos parar de sermos Avatares, marionetes do mercado para começarmos a ser seres humanos.

A auto-crítica nos faz pensar em nossos atos passados, o que somos hoje e também onde queremos chegar, você já se olhou no espelho hoje e lhe permitiu tal ato? Acredito que não, porque nunca temos tempo para nada e com isso, cada vez mais, vamos nos incluindo no universo do mais UM. No mundo de narcisistas, esquizofrênicos e paranóicos, que não sabem para onde ir e o porquê das atitudes que tomamos.

Trouxe uma pesquisa do perfil dos Avatares incorporados pelos usuários da rede, mas infelizmente esses adjetivos nos servem como uma luva.

Conforme descrito no livro 'Psicologia dos Avatares'- Psychology of the cyberspace, de John Suler, professor de Psicologia da Rider University em New Jersey, os avatares podem estar associados aos seguintes tipos:

narcisista -status, poder, admiração e elogios;
introvertido -indiferença, associada a traços de intelectualidade e falta de ternura;
paranóico - isolamento, falta de humor e culpa;
depressivo - escuridão e baixa auto estima;
maníaco - energia e impulsividade;
masoquista - auto-destruição e sentimento de auto-piedade;
obsessivo/ compulsivo - seriedade e perfeccionismo;
psicopata - insociabilidade, violação de regras e hábito de tirar vantagem sobre os outros;
teatral - emoção, comportamento dramático e busca por atenção;
esquizofrênico- evidência de pensamentos mágicos e crenças supersticiosas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Revistas on-line


Tecnologia nas revistas on-line

Boa notícia para quem gosta de ler revistas pela net. O Valor divulgou hoje que os brasileiros consomem mais conteúdos on-line do que os europeus, canadenses e americanos que ainda mantém o apego ao papel.

Segundo a pesquisa “The médium is the message”, realizada pela PricewaterhouseCoopers apresentada ontem em São Paulo, durante o II Fórum da Associação Nacional de Revistas (Aner) existe um grande potencial no mercado editorial on-line. A pesquisa foi realizada com 5.036 , de 12 a 65 anos, em dez países – Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Holanda, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.

O objetivo era identificar as tendências de consumo para as mídias online e revistas, almejando um time de cinco anos, ainda bem que o resultado foi positivo, sinal que o público brasileiro realmente tem lido bons conteúdos na rede, mesmo que pagos. Eis que surge também um novo mercado, a área de mkt poderia até explorar melhor esta oportunidade, assim penso.

O que me assustou no resultado da pesquisa é que 10% da receitas das revistas provém das plataformas digitais. Se pararmos pra pensar é um número alto, em relação às outras mídias, claro que ainda deve crescer muito, mas sinal que as empresas de comunicao realmente estão investindo em tecnologia. Outro dado importante está no nicho dos leitores, o público jovem – entre 12 e 15 anos – estão entre os que menos consomem noticias 2D (papel), conseqüentemente, esta é uma oportunidade a se pensar, como investir nessa geração Y que deu o start ao mundo tecnológico muito cedo.

Ainda de acordo com a pesquisa, os consumidores gostariam de pagar por um exemplar on-line 47% do que pagam pelo produto impresso. No Brasil, 57% dos consumidores compraria uma revista que emitisse conteúdo exclusivo somente digitalizada. Já a Alemanha, por exemplo, os 35% são desanimadores. Na China, 79% comprariam a revista on-line.

Acredito que as empresas de comunicação devem startar novos planejamentos estratégicos de mídias para atrair leitores. Temos um exemplo nítido dos blogs, os que realmente são bons, passam credibilidade ao leitor e muitos consumidores de noticias já se informam lendo aqueles três ou quatro blogs diariamente. Claro que ainda não se tem um conteúdo mega produzido e apurado nos blogs, mas tem uma linguagem atrativa a pesar da “seleção e caracterização” das noticias segundo a relevância do autor do blog.

Mas mesmo assim, acredito que essa massa leitora de blogs bons pagariam SIM para ler bons conteúdos on-line. Talvez a solução seria pagar beem menos do que se paga pelo impresso. Não estou desvalorizando o trabalho dos jornalistas e nem das empresas que produziram os conteúdos, mas ainda acho que estamos engatinhando nessas questões que envolvem mídias digitais e mobile.