terça-feira, 25 de novembro de 2008

Crise também na moda


Hoje pela manhã li uma matéria na Gazeta Mercantil falando sobre a crise econômica e como ela tem afetado o mercado da moda e também as grandes mídias. Eram duas matérias uma do New York Times e a outra do próprio jornal replicando a realidade brasileira no mercado da Daslu.

Vou começar pelo internacional. O texto dizia que há 18 anos o estilista Marc Jacobs promovia uma mega festa de final de ano para a socialite e, que este ano, os sócios da marca enviaram um e-mail cordial comunicando que este ano não haveria tal evento decorrente à crise.

Os consumidores de luxo começaram a gastar menos. Estima-se que o mercado sofreu uma queda de 20,1%, segundo a pesquisa da MasterCard SpendingPulse. A bola de neve não pára por ai, o mercado da comunicação também está sendo afetado. As páginas destinadas aos anúncios das grifes luxuosas foram reduzidas em 22% nas edições de dezembro. Número comparado com o mesmo período em 2007, dados da Media Industry.

Quem está sofrendo com isso é a Vogue americana, que tinha 284 páginas em dezembro de 2007 e este ano está com 221. A área de mkt está rebolando para manter os anunciantes, alguns tem contratos anuais, semestrais, mas e os mensais?

Uma frase de Alexandre Duckworth, fundador da Point One Percent, agência que presta atendimentos às marcas de luxo deixa claro como a crise está afetando a moda. “O estereótipo em nosso setor é de que as marcas de luxo estão protegidas da recessão, o que, claro é tolice”.

Já a realidade brasileira “por enquanto” está fluindo no mercado de luxo. Em entrevista ao jornal, Eliana Tranchesi, proprietária da Daslu diz que o mercado está aquecido. Até o final do ano dez novas marcas entram na Daslu, tanto indumentárias como gastronômicas. Segunda ela a estimativa de faturamento para este ano será maior que R$ 260 milhões e a metade da receita provêm das vendas de marcas nacionais.

Não sei como estão tão confiantes de que essa crise não as afetará. Aliás, se pararmos pra pensar essas lojas que abrirão já estavam com projetos startados bem antes da crise e agora terão que traçar um plano de contingência para que não sejam afetadas.

Acredito que tanto o mercado nacional, como o internacional está sofrendo com esta crise econômica, até quando isso vai durar, não sei. O jeito é segurar o dim dim, fazer economias e planejar novos investimentos para após primeiro semestre de 2009. Talvez alguns objetos de desejos de muitos acabem com seus preços reduzidos, hora certa para investir. Quem sabe até lá já temos algo definido ou até mesmo um milagre das mãos de Barack Obama.

O que acham de tudo isso?

* Detalhe a noite li o portal WWD.com e péssimas notícias relacionadas à crise. As grifes americanas fechando as portas....

2 comentários:

tatirodrigues disse...

Eu acho que tenho medo...

Claudia Pimenta disse...

oi thais! pois é, parece que estamos em um momento incerto... tudo pode acontecer... mas o luxo tende a ser revisto mesmo! bjs, querida!